quarta-feira, 24 de setembro de 2008

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No mundo como ele é
Para atender às expectativas e necessidades do consumidor é preciso estar próximo a ele, conhecê-lo, estudá-lo, e para isso nada melhor do que fazer parte de seu universo.
Eis que a grande questão se dá. Como aproximar-se dele em um mundo cujas ferramentas virtuais são as primeiras, e em alguns casos as únicas, onde publicitários buscam suas fontes e inspiração?


Bula de remédio
Com a difusão da web a sensação é de que um afastamento substancial da proximidade com o outro se espalhou pelos quatros cantos e perdeu-se o tête-à-tête, o toque, sendo que a recorrência ao mundo virtual passou a ser a opção encontrada para todos os momentos, e estes incluem o estudo do consumidor, do que ele é e de como se comporta.

Google it
Fato é que a internet e a revolução causada pelo You Tube, Google e afins são de impacto irreversível e parte do dia a dia de pessoas em todo o globo. Maneiras inusitadas de inovar surgem a todo o momento e o exercício da criatividade é levado ao cume para aqueles que bebem da fonte World Wide Web. Mas ainda com todos os pontos positivos oferecidos pela internet, é necessário repensar o balde de informações que bombardeiam os internautas a cada minuto, filtrá-las e continuar a beber de outras fontes.

O velho livro de cabeceira e o estímulo à criatividade
Uma ida ao supermercado, uma conversa com o vizinho, um quadro pintado, uma aula de yoga, o livro que acaba de ser lançado, ou aquele autor que deva ser lido ao menos uma vez na vida...Todo lugar é lugar e todo o momento é o momento certo para uma repentina inspiração, idéia ou aquela sacada genial. O importante é estar aberto, se permitir e querer receber, e não estar preso à última revolução de todos os tempos, porém, não única.

quarta-feira, 30 de julho de 2008

Eu chorei na rua, vazia, então quase ninguém viu...

E foi nesse momento que a dor da solidão tomou forma e se instalou nela, fazendo-a perceber que dado um certo momento, nada mais valia a pena ser compartilhado.

terça-feira, 29 de julho de 2008

Um bom Argumento?

O Sentimento como palavra de ordem.
Uma proposta a partir da epistemologia da palavra e tudo que provemos dela, e que inclue o lado obscuro das relações que desencadeiam nas mais variadas maneiras de sentir.


Impulsionado por uma sensação sempre despertada pelo seu contexto, diferentes ações se dão, todas provocadas pela raiz e derivações do significado da palavra.
Eis que os sentimentos vividos podem ser caracterizados pelas seguintes palavras:

Amor, ódio, destruição, construção, condenação, luta, frieza, calor, alento, vontade, dor, saudade, desconforto, pressa, entre outras.

Tudo isso na medida em que todos estes “sentires” e ações são provocados, e por vezes podem ser um sentimento central que o guia em suas interfaces com o mundo, como o amor ou o ódio, por exemplo.

Transmitir toda a ambigüidade presente nas relações humanas através dessa palavra e a partir dos elementos propostos nas palavras acima, de maneira que seja possível "se perceber" em tais situações, e a dualidade presente em si.
Distante de qualquer moralidade, a intenção é propor uma nova e desconhecida possibilidade, desencadeada pela outra face de uma moeda cujo lado conhecido era apenas o oposto.

domingo, 8 de junho de 2008

Buenos Aires e a Arte de viver.



Buenos Aires para (re)começar.
Devo admitir..... Sim!!! BsAs é um pedaço de muita Europa, logo ali, bem pertinho da gente.
Estilo de viver, de pensar, de projetar, Buenos Aires é freestyle, como já havia me dito uma amiga – e cuja expressão virou descrição de quase tudo visto e vivido ali – além de “melhorcompanheiraimpossível” para essa jornada repleta de esbórnias positivas, produtivas e enriquecedoras que espero ter sido essa viagem.
O saldo foi sim, muito positivo.

Muito superficialmente, já que permaneci apenas 5 dias em território porteño, acredito que possa compartilhar com o mundo muito da magia proporcionada por esta cidade cheia de vida, peculiaridades e personalidade.


Povo incrível, onde a sensação de ser seu principal oponente – ao menos é isso que o futebol e outras cositas mais nos dizem – passou muito longe. Se é que passou.
Extremamente amigáveis, a minha jornada pela cidade se resumiu aos muitos personagens com muita história pra contar- garotas lindas e bem vestidas, homens elegantes, com mullets, claro!- e toda a sensualidade e aventura propostas apenas no respirar seu ar. Além de muita música, das canções que embalam os tangos aos mais virtuosos experimentos que se pode encontrar nos bares de San Telmo, e a arte presente em várias partes da cidade, seja na construção, na maneira de vestir e falar da vida ou na divulgação das tantas mobilizações que acontecem por ali.


Desde a Recoleta, onde se pode encontrar o que há de mais fino – e caro! – na cidade, ao La Boca – bairro onde está situado o estádio do Boca Juniors, ou melhor, o bairro onde tudo e todos parecem fazer questão de demonstrar sua devoção ao time, com radiozinhos tocando músicas do time e todas as casas pintadas nas respectivas cores - além de um número incontável de bandeiras espalhadas por todos os lados.


O cumprimento dos homens, de todas as idades, com beijo no rosto foi sem dúvida um dos pontos altos das minhas divagações acerca do que é ser argentino, e o que significa esse ar tão europeu, distinto e ironizado por nós brasileiros... Acho que isso dispensa muitas explicações, a não ser o fato de que esse simples gesto explica muita coisa, ao menos para mim - para não entrar em tantos porquês das razões que acredito serem a causa desse estilo e qualidade de vida.


Buenos Aires é sem dúvida um lugar para voltar, sempre e sempre, onde nunca se extrairá o tudo ou o muito do que é oferecido e vivenciado em todos os momentos, que incluem os mais corriqueiros. Basta permitir, SE PERMITIR e querer receber! E quem sabe aprender um pouco dessa arte tão peculiar de viver!

domingo, 2 de março de 2008

Janela Contemporânea

A contemporaneidade da experiência que é viver neste século maluco, cheio de contradições, e tentar absorver a pequena avalanche de informações que nos chegam aos ouvidos e, especialmente olhos, todos os dias! Eeee sem deixar de mencionar: celebrar a vida! Em todas as suas formas de expressão e maneiras de ser vivida.

E para começar a tentar expressar o turbilhão de idéias, gostos e sentimentos cansados e temerosos por se acabarem ou serem esquecidos em meio a tantos pensamentos:

Regina Spektor para os ouvidos Guimarães Rosa para os olhos

Deixo um trecho deste tratato de Riobaldo, que entre tantos outros presentes na obra de densidade transcendente, retrata com louvor e riqueza a realidade deste "viver é perigoso":

"No real da vida, as coisas acabam com menos formato, nem acabam. Melhor assim."

É nesse sentido que muito das experiências vividas nos parecem, tantas vezes, angustiantes, e onde a ambiguidade do que vivemos e sentimos se dá de maneira quase visceral.
Seria a realidade tão menos "ideal", ou ainda assim e justamente por isso, muito mais divertida, e onde se vale realmente a pena toda a busca e tudo o que vemos e nos propomos de novo a cada dia, já que tudo é inacabado e o que se sente, se sente.

Para finalizar e complementar um dos inúmeros significados (subjetivos ou não) para a frase de Riobaldo, um pouco de Regina Spektor.
Russa radicada nos EUA, cujas letras, arranjos e voz não deixaram, por algum tempo, espaço sonoro para outras coisas em minha vida.
Samsom é o que queremos todos os dias, é o que pode não ter esse formato ao longo de uma vida, mas que não deixa de ser menos real e inacabável.

"Samson came to my bed
Told me that my hair was red
Told me I was beautiful and came into my bed
Oh I cut his hair myself one night
A pair of dull scissors in the yellow light
And he told me that I'd done alright
And kissed me 'til the mornin' light, the mornin' light
And he kissed me 'til the mornin' light"